Quarta-feira, Fevereiro 1, 2023
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SENEGALÊS CRIA UMA MOEDA ÚNICA PARA ÁFRICA MAS O “ECO” SURGE COMO NOVA MOEDA EM 8 PAISES

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O cidadão senegalês Mansour Ciss Kanakassy  (foto) , criou uma nova moeda para o continente africano como símbolo da “integração econômica africana”, criada em oposição ao Franco CFA. “Afro” é o nome da moeda artística e que simboliza o seu sonho de uma África economicamente independente. As efígies  na moeda “Afro” são homenagens a antigos Panafrikanistas como: Thomas Sankara e Patrice Lumumba, dentre outros.
O Afro é a moeda oficial proposta para a União Africana, que consiste aos países: África do Sul, Angola, Argélia, Benim, Botswana, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, Camarões, Chade, Costa do Marfim, Djibouti, Egito, Eritreia, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Mali, Marrocos, Maurícia, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Quênia, República Árabe Saaraui Democrática, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, República do Congo, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Seychelles, Somália, Essuatíni, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe. Só que, a cronologia atual estabelecida pelo “Tratado de Abuja” pede para que o Afro seja instituído pelo Banco Central Africano em 2028.
Enquanto isso não acontece, recentemente oito países da África Ocidental anunciaram sua intenção de deixar de usar o franco CFA, uma moeda lastreada na França usada por ex-colônias na região, e será renomeada como moeda comum, o Eco. Em uma entrevista coletiva conjunta no dia 21 de dezembro de 2020 no Petits Palais em Abidjan, o presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara e o presidente francês Emmanuel Macron divulgaram que Benin, Burkina Faso, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo não usariam mais o CFA. A moeda comum, Eco, deverá substituir o franco CFA em 8 países, antigas colônias da França, mas os demais países membros da União Africana, ainda esperam maior avanço no bloco comum do Continente.  Saiba mais em: Leiaeaprenda.com
Referência do autor :
*Roberto Leal é jornalista, escritor, poeta, dicionarista, repórter fotográfico e ativista cultural. Presidente do Núcleo África da UBESC – União Baiana de Escritores/Brasil, fundador do Movimento Literário Kutanga in Angola/África é Dr. Honoris Causa em Comunicação pela Universidade Ibero Americana. Editor da revista angolana de Literatura & Arte “Òmnira”.
É autor de “C’alô & Crônicas Feridas” – Ed. Òmnira/BA-Brasil, 4ª Edição/2018 e “Letras Pretas Cruas & Nuas – Poesias com luta e Contos de amor” Ed. Òmnira/BAHIA-Brasil – 2019. Organizador do Dicionário de Escritorxs Contemporânxos do Nordeste 1ª e 2ª Edições, Editora Òmnira/2022. Autor do Dicionário de ANGOLÊS, Editora Òmnira-Angola/2023. Tem no prelo o romance histórico afro-ango-brasileiro “Um Carma para Aisha”.
Fotos: Divulgação & Clarin Brasil/JCB.

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