Quarta-feira, Fevereiro 1, 2023
Pedagogia

O Que é Motivação? Quais são os tipos de motivação?

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Motivação

Motivação são as razões que levam o individuo a realizar uma determinda acção. De acordo com Thorndike, a aprendizagem é fortalecida quando é seguida de um estado de coisas satisfatório para o aluno. A motivação está intimamente ligada à aprendizagem e percepção com os quais está em constante interacção, cada um afectando e sendo afectado pelos outros dois.

O segredo do sucesso está na motivação. Esta deverá ser forte, mas não excessiva (o que pode conduzir a ansiedade e ao medo do fracasso, que prejudiquem o rendimento). Sem motivação aprende-se pouco aprende-se pouco e esquece-se depressa. O estudante motivado concentra-se no trabalho, não se dispersa nem interrompe o estudo e tudo o que é significativo e interessante para o sujeito permanece mais tempo na memória e ode ser recordado com facilidade.

Se a motivação é fraca, os jovens precisam de reforços, que podem surgir da iniciativa de pais e professores ou do próprio estudante. Sem motivação nada se faz mas com motivação tudo é mais fácil e mais rápido. Assim, a percepção depende da motivação, a motivação depende da percepção e ambos são dependentes da aprendizagem

O estudante, o professor, o médico, o operário ou o desportista, precisa de ter ou criar motivos de interesse para realizar bem as suas tarefas. O segredo do sucesso está na motivação.

A motivação é uma força que activa e dirige o comportamento. Para vencer na escola, o estudante deverá possuir uma motivação forte, embora não excessiva. Uma motivação elevada desperta o desejo de aprender. Ao contrário, uma motivação elevada, com base na expectativa de grandes prêmios ou castigos, conduz a ansiedade e ao medo de falhanço, o que tolhe a inteligência e prejudica o rendimento

Sem motivação não há truques eficientes: aprende-se pouco e esquece-se depressa. Havendo motivos de interesse, os assuntos neutros (escuros ou amargos) ganham uma “cor” e um “sabor” agradáveis.

A motivação é um acelerador da aprendizagem e um travão do esquecimento. Um estudante motivado concentra-se no trabalho, não se dispersa nem interrompe o estudo. Muitas vezes, nem dá pelas horas que passam pois não sente cansaço nem aborrecimento. Quando há interesse e desejo de aprender, avança-se mais depressa. A aprendizagem com motivação nunca está em “ponto morto.

Motivação Intrínseca e Extrínseca

Motivos intrínsecos são aqueles que são satisfeitos por reforços internos, não estando dependentes de objectivos externos. Motivos extrinsecos dependem de necessidades que têm de ser satisfeitas por reforços externos. De acordo com Bruner “a aprendizagem será mais duradoura quando é sustentada, pela motivaçãDintrínseca do que quando é implusionado pelo impulso transitorio dos reforços externos” .contudo, Bruner admite que a motivação extrínseca pode ser necessária para obrigar o aluno a iniciar certas actividades ou para começar a activar o processo de aprendizagem.

A motivação intrínseca, quando presente, constrói-se normalmente sobre si mesma, produzindo assim um sentido de motivação acrescida para continuar a actividade. As pessoas que são motivadas intrinsecamente numa certa área fazem um esforco especial para procurar situações ainda mais desafiantes. A motivacao intrínseca é satisfeita por reforços internos, não dependendo de objectivos externos. A motivação externa, pelo contrário, depende de necessidades que têm de ser satisfeios por refoços externos.

Em geral, o sistema de motivação varia de acordo com a idade e o est’adio. Com as crianças mais novas, das classes infantis e primárias, os motivadores predominantes serão determinados externamente. Não é que seja impossível a motivação intrinseca nesta idade mas esperar que crianças da escola primária dêem atenção às competências básicas de aprendizagem apenas por razões intrínsecas seria irrealista.

O estudo da motivação na sala de aula, especialmente em relação ao rendimento académico é, de facto fascinante. A medida que as pessoas se compreendem a si próprias, se conhecem, e se libertam, a sociedade se beneficia porque, segundo Lawrence k. Frank,os motivos fundamentais do indivíduo são precisamente os mesmos que os motivos fundamentais da sociedade.

Os seres humanos estão sujeitos a muitos conflitos motivacionais, como as necessidades de dependência e independencia. A forma pela qual esses conflitos são resolvidos depende de uma serie de factores quer o nível cultural quer motivacional.

Aescola é melhor organizada quando promove desenvolvimento de competencia pessoal e de autodomínio. O papel do professor é cruacial neste processo.

Aprendizagem como Processamento de informação

O processamento de informação na aprendizagem envolve a captura de informação pelos nossos órgãos sensoriais. A nível psicológico, a codificação envolve a construção de traços de memória que constituem abstracções baseadas nos aspectos mais salientes da informação recebida.

Embora existam algumas variações sobre aspectos espec’ificos do funcionamkento do modelo do processamento de informação na aprendizagem, existe uma perspectiva consensual sobre o facto de a aprendizagem e a recordação serem baseados no fluxo de informação que atravessa o organismo.

Quando um órgão sensorial é activado por uma informação do meio, há um momento breve (entre meio segundo a quatro segundos) em que a informação é retida na memória sensorial ou registo sensorial, que retém apenas informação bruta, não processada, sendo vista por isso como armazem provisório.

A informacao armazenada e codificada na memoria sensorial passa para a memoria a curto prazo (MCP) de onde segue para a memria a longo prazo (MLP) que a processa e armazena. Potencialmente a MLP retém a informação codificada por toda a vida. No entanto, nem toda a informção da MCP entra para a MLP pois a chave da retenção da informação é estar suficientemente motivado para se fazer ensaio de itens na MCP (tudo o que nos interessa tende a ficar na memoria a MLP).

Uma vez armazenada na MLP a informação está disponivel mas nem sempre é facilmente loca utilizável. Portanto, mesmo que a informação esteja armazenada e disponível podernas nem sempre é facilmente localizável e localizável.

A Turma como Uma Unidade Social

“Cada sala de aula constitui uma unidade social distinto, com o seu conjuunto de normas atmosfera psicologica, o seu conjunto de relacões, de o papéis e a sua combinação particular de   expectativas de  comportamento. Cada sala de aula tem um clima social diferente de todas as outras”. (Sprinthall&Sprinthall).

Do mesmo modo, existem diferenças entre as escolas embora possam não serem tão acentuadas como entre as salas de aula. Existem muitas causas para estas mudancas tais como a personalidade do professor, dos directores e sobretudo as mudanças da população de alunos produzem um efeito social. As mudanças repentinas da população de alunos dificulta a edificação da coesão uma vez que esta se desenvolve à medida que os membros do grupo vão se unindo cada vez mais e a ter o sentido de nos em detrimento do “eu”.

A coesão é muitas vezes benéfica em termos de produtividade pois grupos altamente coesos e com motivação alta, podem ser produtivos, podendo ser o inverso caso a motivação seja baixa.

Considerando a sala de aulas como um conjunto de individuos interdependentes, a dinâmica das suas inter-relações dependerá dos papeis que tiverem sido estabelecidos através da interacção. A mudança no comportamento esperado por parte de qualquer membro do grupo, a inter-relação dinâmica do grupo tem necessariamente de mudar porque a pressão inerente ao papel é maior.

Um dos resultados dos processos de grupo é o desejo permanente por parte dos membros de se conformarem com as normas do grupo.

Devido ao estatuto e papel vigentes na sala de aula, o professor assume automaticamente a posição de liderança, embora não seja o único em virtude de poderem surgir outros líderes entre os alunos que podem influenciar tanto o comportamento do professor como de outros alunos.

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