Terça-feira, Janeiro 31, 2023
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Liderança e Humildade Comunitária

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Traduzindo um meu pensamento que diz “Um líder, ele é odiado por muitos, mas, amado por muitos outros!”. Líder Comunitário: substantivo de dois gêneros. Indivíduo que tem autoridade para comandar ou coordenar outros, o que não é verdade! E sim, pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outras pessoas, essa seria talvez a melhor colocação para essas pessoas que exercem importante trabalho nas Comunidades; principalmente nos dias de hoje, com a invasão da política das facções, os toques de recolher, as siglas, os códigos e o extermínio da juventude abandonada no Gueto (já não podemos mais falar – cuidado). Como entre a liderança e humildade comunitária existem as criticas, o perigo, o povo e um só personagem: o líder comunitário.

Comunitário é aquilo que é comum a todos que vivem em determinadas localidades (bairros, povoados, cidades, aglomerados etc.) já parte daí a direta ação de que é também povo, gente, habitantes, moradores e vem também daí a necessidade de se ter uma voz mais firme, um braço mais forte, uma caneta com mais tinta, uma cabeça pensante para que não se detenha nos seus dotes e conteúdos oficiais de como buscar através dos mecanismos legais, aqueles direitos adquiridos, aquela parceria inovadora e de beneficio para todos nessa sociedade comunitária… Comunitário é quando se deve deixar de pensar unitariamente e passa-se a pensar as centenas e aos milhares, é quando a preocupação sobe a cabeça e nada está bom, quando a realidade do povo se é retratada em desrespeitos aos seus direitos, descasos e abandonos abusivos, anti-sociais e de exclusão nessas mesmas Comunidades. São escritos em formas de lei que não é cumprida e se quer respeitada! O líder comunitário deve e na sua maioria trabalha também com a crítica, tanto construtiva quanto destrutiva tendo sempre à frente a humildade, com disciplina e sem autoritarismo, buscando sempre o dialogo para vencer batalhas e correndo contra o tempo na sua dupla jornada… Seu pagamento: satisfação.Já que líder comunitário não é profissão.
Humildade: substantivo feminino. Qualidade de humilde. Virtude caracterizada pela consciência das próprias limitações; do uso da modéstia e da simplicidade.
Críticasubstantivo feminino. Arte, capacidade e habilidade de julgar, de criticar; e de fazer juízo crítico. Atividade de examinar e avaliar minuciosamente uma produção artística, literária ou científica, bem como costumes e comportamentos, o que é neste momento o nosso caso.
Criticas sim! Mas, de preferência que elas sejam benéficas e venha carregadas de contribuições como: opinião, sugestão ou até mesmo exigência. Mas, as criticas destrutivas inclusive em excesso, elas são penetrantemente prejudiciais, principalmente ao metabolismo psicológico, pois vem na maioria das vezes, carregada de sentimentos mesquinhos, do tipo: inveja, concorrência, interesses outros e outros. É aquela coisa, que mesmo que não queiramos, mas, nos deixamos internamente abater, absorvemos de forma natural publicamente, mas, o cerebelo a partir daquele momento terá que trabalhar as respostas, as correções, controlar as possíveis oscilações de pensamentos, como também a armadura deve ser polida e vestida para na LUTA enfrentar aquele inimigo/maligno/inescrupuloso/espontâneo e ousado, que a luta de sobra ainda deve lhe mostrar que ele não estará sozinho, que com  ele, estão outros “seguidores pernósticos” que compartilham do mesmo pensamento, da mesma opinião, aqueles mais conhecidos por “Maria vai com as outras”.
 O cidadão que faz o papel de Líder Comunitário ele sofre também de todas as ações possíveis, mas, é agraciado de outro lado pelo maravilhoso trabalho que faz na LUTA em benefício da classe proletariada e humilde. Não estamos em um  jogo empatado e não penderá a balança para o lado que não seja o do bem, a história terá sempre um final feliz e quem ousa não contar histórias de que positivamente o mal nunca tenha vencido o bem?
 O Prêmio Nobel da Paz 1994 – Mohamed Abdel Rahman Abdel Raouf Arafat al Qudwa al Husseini, mais conhecido como “Yasser Arafat”, morto em 11 de novembro de 2004, aos 75 anos, lúcido em um dos seus pensamentos dizia “um combatente nunca morre…” E o líder comunitário ele é um combatente.
Referencias do Autor:
*Roberto Leal é jornalista, escritor, poeta, dicionarista, repórter fotográfico e ativista cultural. Presidente do Núcleo África da UBESC – União Baiana de Escritores/Brasil, fundador do Movimento Literário Kutanga in Angola/África é Dr. Honoris Causa em Comunicação pela Universidade Ibero Americana. Editor da revista angolana de Literatura & Arte “Òmnira”.
É autor de “C’alô & Crônicas Feridas” – Ed. Òmnira/BA-Brasil, 4ª Edição/2018 e “Letras Pretas Cruas & Nuas – Poesias com luta e Contos de amor” Ed. Òmnira/BAHIA-Brasil – 2019. Organizador do Dicionário de Escritorxs Contemporânxos do Nordeste 1ª e 2ª Edições, Editora Òmnira/2022. Autor do Dicionário de ANGOLÊS, Editora Òmnira-Angola/2023. Tem no prelo o romance histórico afro-ango-brasileiro “Um Carma para Aisha”.

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