Terça-feira, Janeiro 31, 2023
Pedagogia

Contribuição da Educação na formação da Personalidade:Fatores que determinam a formação da personalidade

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A educação é um processo que visa desenvolvimento das capacidades físicas e intelectuais de todas as faculdades e aptidões do educando, num contexto de socialização progressiva e de uma adaptação aos valores morais e sociais, normas de conduta da transmissão da herança cultural, científica e tecnologica.

Personalidade

Personalidade pode ser definida como as características estáveis de uma pessoa incluindo as capacidades, talentos, hábitos, preferências, fraquezas, atributos morais e, um número de outras qualidades importantes que variam de pessoa para pessoa.

Fatores que determinam a formação da personalidade

Como já havíamos referenciado a personalidade pode ser descrita como aquilo que a pessoa é no que concerne às características intelectuais, físicas, sociais e culturais. É um fenómeno complexo e que resulta de vários factores tais como: hereditários, meio ambiente e experiencias pessoais.

Fatores hereditários

São aquelas que têm a ver com a transmissão de caracteres dos quais para os seus filhos através dos genes. Exemplo: as características da qualidade da composição genética.

Meio ambiente

Tem a ver com o meio social em que se vive. O lar, a escola e outras forcas sociais que influenciam o desenvolvimento da personalidade, positiva ou negativamente. Neste caso a maioria dos traços da personalidade são adquiridas ao longo do processo de aprendizagem, o lar é um factor mais influente no estabelecimento da personalidade realçando sobre tudo a importância da mãe durante a primeira e a segunda infância. As relações que a criança estabelece com os membros da família, são determinadas pera formação da sua personalidade, atendendo ao facto de que são os pais que transmitem os primeiros ensinamentos, as primeiras experiencias à criança e que servem de modelo para a formação da sua personalidade.

O segundo social agente social mis importante para o desenvolvimento da personalidade é a escola. Segundo Hurlock apud in Mwamwenda, 2005:, depois dos pais encontramos os professores que tem também mais influência no desenvolvimento da personalidade da criança do que uma outra pessoa.

Experiências pessoais

Tem a ver com os conhecimentos obtidos pela prática duma actividade ou de uma vivência. As primeiras experiências sociais da criança são sobre tudo com os seus pais são eles que desempenham o papel dominante na moldagem do seu padrão de personalidade. A personalidade resulta da interacção entre hereditariedade e o meio ambiente. Por via disso é preciso que o sistema de valores de um factor influenciador esteja em conformidade com o outro pois, isso irá ajudar positivamente na formação da personalidade da criança. Mas, se existir antagonismo, a criança entrará em conflito pois, estará sujeita a duas situações opostas mas com grande influência sobre ele.

Qual é o contributo da educação na formação da personalidade?

A prática educativa é um processo que consiste em fornecer aos indivíduos conhecimento e experiencias culturais que os possa habilitar a saber agir no meio social onde se encontram inseridos e também, saber transformar esse meio em função das necessidades socioculturais, económicas, politicas, da sociedade como um todo.

Para a formação da personalidade, influenciam vários factores, e essas influencias manifestam-se através de: conhecimentos, valores, experiencia, crenças, modos de agir, costumes, técnicas e hábitos. Portanto, todos estes aspectos são acumulados por varias gerações de indivíduos e grupos e são transmitidos, assimilados e recriados pelas novas gerações.

A formação de personalidade é, por sinal o fim ultimo da acção educativa, considerando todas as contrariedades no diz respeito à idade, a hereditariedade, a cultura e ao ambiente social.

A personalidade já existe na criança, mas só se desenvolve aos poucos por meio da vida e no decurso da vida. Sem determinação, inteireza e maturidades não há personalidade.

Partindo destes pressupostos, podemos afirmar que, para que esta personalidade se desenvolva é necessário que sejam acompanhadas as fases de evolução á partir de um conjunto de estruturas anatomofisiologias, que proporcionam ao organismo o seu funcionamento e as respectivas metamorfoses que acompanham.

O desenvolvimento da personalidade não obedece a nenhum desejo, a nenhuma ordem, a nenhuma consideração, mas somente a necessidade; ela precisa ser motivada pela coacção de acontecimentos internos ou externos.

Nesta linha de pensamento, observamos que, a educação escolar sistemática e científica, tem de fazer uma previsão das fases de desenvolvimento da personalidade para poder planificar organizar as formas de exercer influencia. Assim sendo, não é recomendável que o processo de desenvolvimento ocorra sem pensar, isto é, com casualidade.

Partindo do pressuposto de que os objectivos que devem ser traçados para permitir o desenvolvimento do educando/aluno, devem corresponder à ideia da sociedade e do tipo de personalidade que desejamos formar, as acções que devem ser realizadas ou potenciadas como forma de ajudar neste processo são: educação intelectual, educação mortal, educação estética, educação cívica, educação sexual, educação física, educação laboral e orientação profissional.

Educação Intelectual

Actividade planeada, sistemática do educador realizada e dirigida ao desenvolvimento e dirigida ao desenvolvimento das forças metais e do pensamento dos educados/alunos, mediante os conteúdo culturais.

Educação Moral

Compreendendo esta, a estica, a moral e a moralidade. Diz respeito as normas, regras e valores duma sociedade e determinam o comportamento dos homens, os seus direitos, e os seus deveres. Através da planificação e organização de conteúdo que possam despertar a consistência social nos educandos/alunos e por via disso saberem definir o que é bom e o que é mal.

Educação cívica

 Tratando-se de algo que trata de coisas ou aspectos relacionados a nacionalidade ou ao estado, a relação entre o individuo e a nação, seus objectivos vai consistir em educar os cidadãos para que suas actividades de forma consciente e inconsciente, de forma directa ou indirecta estejam ao serviço do estado que elas constituem.

Educação estética

 Devem ser realizadas actividades que possam facilitar e dar sentido às relações entre a arte e a vida. Os alunos podem ser levados a passear pelos campo estimulados a observar e contemplar a natureza e as coisas interessantes que possa encontrar.

Educação laboral e orientação profissional

A actividade pode constituir em preparar os alunos proporcionando-lhes matérias que possam estabelecer uma ligação entre a teoria e a prática, à partir dos conhecimentos e recursos de que dispões os educandos e também através dos meios que a escola possui.

Educação sexual

Refere-se a um processo realizado pelo educador/professor com vista a situar o educando em relação à sexualidade e a sua vida sexual em particular.

A partir destas ideias, podemos afirmar que a escola deve desempenhar um papel crucial para garantir a aprendizagem sistemática, integrada e intencional de modo a garantir o crescimento do aluno, como sujeito que deve ser constituído em verdadeira interacção com a sociedade se identifica.

Portanto, a educação deve preparar o aluno para a vida, isto é, deve pautar por uma pedagogia que esteja virada para o desenvolvimento do aluno com vista a formação duma personalidade integra. Deve ser uma educação feita tenho em conta os interesses, as tendências, particularidades individuais, necessidades, e outros aspectos vitais para uma boa formação.

Deste modo, e de acordo com UNESCO devemos entender que a aprendizagem deve proporcionar a aquisição, de quatro aspectos fundamentais no individuo e que as considera como sendo as quatro pilares do conhecimento:

  • Aprender e conhecer – adquiri os instrumentos da compreensão;
  • Aprender a fazer – para poder agir sobre o meio envolvente, competências para tornar a pessoa apta, enfrentar enumeras situações e trabalhar em equipa;
  • Aprender a viver juntos – a fim de praticar e cooperar com os outros em todas actividades humanas, perceber as independências;
  • Aprender a ser – esta e a via essencial que integra o desenvolvimento da personalidade, saber agir com capacidade de autonomia, discernimento e responsabilidade pessoal.

Estrutura da personalidade

A personalidade é composta por três partes nomeadamente: id, ego e superego, estas componentes trabalham em conjunto de forma interactiva como forma de manter o ajustamento da personalidade adequada.

Id

O id é o primeiro nível da estrutura da personalidade, é característico das crianças durante os primeiros anos de vida, e se prolonga pelo resto d sua existência. Seu objectivo primário é o prazer e o evitamento de experiencias dolorosas, e representa o aspecto mais insolúvel da criança.

Na concepção de Adams apud in Mwamwenda 2006, o id é controlado pelo princípio de prazer, desejos, impulsos do sexo, agressão, fantasia e tendências sem contacto a realidade, operando segundo princípio da gratificação imediata.

A função do id é de manter uma qualidade equilibrada de energia ou tensão dentro do individuo, e é caracterizado pelo processo primário, isto é, é alógico, infantil, arcaico, a temporal, incapaz de tolerar demora de satisfação.

Exemplo: alucinações – diante da ausência do objecto que reduziria a pulsão, o individuo alucina.

Na ausência do leite o bebe fantasia, ou alucina a sua presença. O bebe recém-nascido é influenciado não pela realidade mas pelo que ele quer.

Ego

O ego pode ser definido como a imagem que o individuo tem de si próprio enquanto ser auto consciente, a sua noção de si próprio enquanto separado do mundo que o rodeia e também como aquilo que é consciente na pessoa, aquilo que reconhece e sente o mundo exterior e que representa a realidade para o sujeito. Tem como função resolver os conflitos, quer entre as pulsões primárias e o meio exterior, quer entre as pulsões primárias e as motivações contrárias.

A qualidade e a natureza das resoluções dos conflitos dependeram, em grande parte, do que se domina a força do ego, característica individual básica, resultante de factores congénitos e adquiridos.

Como resultado do processo da socialização, o id cresce para o interior do ego, que é governado pelo princípio da realidade.

Ego é a segunda estrutura que se desenvolve n personalidade da criança. O ego é orientado para a realidade e busca a satisfação das necessidades através dos meios aceitáveis. O ego controla os instintos adiando, inibindo e restringindo – os no interesse de conseguir seus fins realisticamente.

As funções do ego constem no seguinte: tolerância à frustração; controlar o acesso das ideias à consciência; guiar o comportamento do individuo para objectivos aceitáveis, pensamento lógico. Ele funciona de acordo com o princípio da realidade (em oposição ao principio de prazer) e à base de processo secundário (oposição aos primários). Enquanto que o id é tolerante inconsciente o ego é parte consciente, parte inconsciente.

Exemplo: o bebe se tornará capaz de distinguir o eu e o não eu, torna se muito mais activo e complemente a relação ao mundo exterior, já distingui entre pessoas, tem preferências a respeito destas.

Superego

O superego é o terceiro e mais alto nível da personalidade, que se desenvolve como resultado da influência dos pais e da sociedade do sujeito. É uma voz interior que nos repreende e nos faz sentir culpados por más acções e pensamentos.

O superego, valores sociais e morais, são internalizados ao ponto de se transformar em parte da pessoa e servem como filosofia de vida básica que guia o comportamento da pessoa com respeito e ela própria ou à sociedade.

O ego encontra-se, pois, uma posição central e deve restabelecer constantemente, contactos entre as forcas contrárias provenientes do id e do superego.

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Bibliografia

CABANAS, Q. Teoria da educação, uma conceção antinómica. Lisboa. ASA.2002.

CHAMBE, Amílcar. Guia do estudo de Pedagogia. Maputo: Escola superior aberta, 2000.

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