Terça-feira, Janeiro 31, 2023
Saúde

Consumo moderado de ovos ajuda a evitar doenças no coração, diz estudo

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O ovo é um alimento muito versátil para quem busca manter uma alimentação saudável. Isso porque ele é barato, fonte de muitos nutrientes e fica pronto em poucos minutos! Agora, um novo estudo associou o ovo a um menor risco de desenvolvimento de problemas no coração.

Publicada no periódico eLife recentemente, a pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Pequim, na China. Ela apontou que o consumo moderado do alimento pode aumentar a quantidade de metabólitos (resíduos que sobram depois que o organismo aproveita a parte útil do alimento) saudáveis para o coração — o que explica, em partes, por que o ovo é considerado benéfico para o órgão.

Ovo e coração: como funcionou o estudo

Para realizar a análise, os pesquisadores utilizaram dados de quase cinco mil pessoas do China Kadoorie Biobank. Enquanto 3400 tinham problemas cardiovasculares, o restante não apresentava nenhuma condição.

Os participantes, então, tinham que preencher um questionário sobre a frequência da ingestão de ovos e de outros 11 tipos de alimentos (arroz, trigo, carne, aves e peixes, por exemplo) durante o último ano.

Em seguida, uma técnica de ressonância magnética mapeou 225 metabólitos em amostras de plasma retiradas do sangue dos voluntários. Desses, eles identificaram 24 que estavam associados à ingestão de ovos — de dois a três dias por semana.

Além disso, nas pessoas que têm o costume de comer ovos, notou-se níveis mais altos de uma proteína, a apolipoproteína A1, que faz parte do HDL (o chamado “colesterol bom”).

Basicamente, o que conhecemos como “colesterol bom” são as lipoproteínas de alta densidade. Elas são conhecidas dessa forma pois ajudam a prevenir a obstrução dos vasos sanguíneos, sendo capazes de retirar ateromas das artérias — isto é, placas de gordura que se acumulam na parede dos vasos.

Já em quem não tinha o hábito de adicionar ovos ao cardápio, percebeu-se menos metabólicos benéficos ao coração, e mais metabólitos maléficos. “Poucos estudos analisaram o papel que o metabolismo do colesterol plasmático desempenha na associação entre o consumo de ovos e o risco de doenças cardiovasculares, por isso queríamos ajudar a resolver essa lacuna”, disse um dos autores do estudo Lang Pan, da Universidade de Pequim.

Quantos ovos comer por dia?

Atualmente, as principais diretrizes internacionais falam em apenas 1 unidade por dia, mas esse número pode variar de acordo com alguns fatores. Atletas de alto rendimento, por exemplo, que gastam milhares de calorias por dia nos treinos e precisam ingerir muita proteína para favorecer o ganho de massa muscular, podem até apostar no ovo em maiores quantidades. Mas, mesmo eles, não devem fazer isso sem o acompanhamento nutricional adequado.

Contudo, é claro que a forma de preparo também conta. O ideal é priorizar métodos como o cozimento em água e evitar a fritura em óleo — que é rica em calorias e gorduras. “E embora o ovo seja um alimento saudável, ele também possui calorias. E, por isso, quem quer perder peso deve consumi-lo com moderação”, afirma a nutricionista Juliana Vieira. Segundo ela, o recomendado, nesse caso, geralmente varia de um a três ovos por dia, intercalando com outras fontes (também boas) de proteínas.

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