Quarta-feira, Fevereiro 1, 2023
Historia

Características das resistências em África: Resistências Armada e Resistência Pacífica

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Em África, as resistências manifestaram-se de maneiras diferentes. Em algumas regiões foram armadas e noutras foram pacíficas, tudo dependia da capacidade político-militar de cada reino.

As resistências armadas, por exemplo, verificaram-se nos reinos Zulus, Ndebeles e Bembas e as pacíficas ocorreram nos reinos Sothos, Tswanas e Swazis.

As resistências armadas verificaram-se nos reinos com uma capacidade político-militar forte, que dominavam as terras mais férteis e ricas em recursos minerais. Daí que estes reinos se opunham violentamente aos interesses estrangeiros. Uma das formas de luta que utilizaram era de fechar as rotas de caravanas que passavam pelo seu território. Eram tão orgulhosos que até alguns chefes preferiram matar-se para não ficarem cativos3 . Um exemplo concreto de africanos que resistiram com êxitos à penetração estrangeira é a Etiópia na África Oriental. Estes derrotaram decisivamente os italianos.

As resistências pacíficas caracterizaram-se pela negociação de tratados de protecção entre reinos africanos e potências europeias. Por estes tratados, os chefes africanos reduziam os efeitos da dominação estrangeira, garantindo seus direitos políticos e seu prestígio junto à população do reino.

Como consequência da desigualdade tecnológica e perda do poder dos reinos africanos em virtude de divergências internas, verificaram-se derrotas e humilhação. Os reinos político e militarmente fortes, exceptuando a Etiópia. Ficaram destruídos e os reinos políticos militarmente fracos foram preservados em forma de protectorado, que aceitaram o tratado de protecção.

Repare que alguns reinos para garantirem sua sobrevivência e segurança aceitaram a protecção de algumas potências coloniais e, desse modo, formou-se uma classe que acreditava no não racismo de seus protectores. Este grupo era adepto das reformas mais progressistas e da assimilação cultural; compartilhava a ideia de que os africanos eram pobres selvagens mergulhados nas  trevas da ignorância; achava que era necessário promover o progresso da África tradicional pela cristianização e educação.

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