Quarta-feira, Fevereiro 1, 2023
Saúde

Câncer de colo de útero: sintomas, diagnóstico e tratamento

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O câncer de colo do útero é um tipo de câncer que está principalmente relacionado com a infecção pelo vírus HPV, possuindo desenvolvimento lento e que não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, sendo percebido apenas durante a realização de exames ginecológicos.

No entanto, quando o câncer já está em uma fase mais avançada, podem ser notados alguns sintomas como sangramento vaginal fora da menstruação e após a relação sexual, corrimento alterado e dor pélvica constante. 

Sintomas

O câncer de colo de útero tem desenvolvimento lento e, por isso, na fase inicial da doença não são identificados sinais ou sintomas, sendo esse tipo de câncer identificado apenas durante o exame preventivo ou quando o câncer já está em estágio mais avançado, já que nessa fase podem haver sintomas, sendo os principais:

  • Sangramento vaginal sem causa aparente e fora da menstruação, podendo acontecer também após a relação sexual;
  • Corrimento vaginal alterado, com mau cheiro ou coloração marrom, por exemplo;
  • Dor abdominal ou pélvica constante, que pode piorar ao usar o banheiro ou durante o contato íntimo;
  • Sensação de pressão no fundo da barriga;
  • Vontade de urinar mais frequente, mesmo durante a noite;
  • Perda rápida de peso sem estar fazendo dieta.

Além disso, em alguns casos pode haver também cansaço excessivo, dor e inchaço nas pernas, assim como perdas involuntárias de urina ou de fezes. Conheça outros sinais que podem indicar problemas no útero.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de colo de útero deve ser feito pelo ginecologista através da realização de exame pélvico e avaliação da história clínica. Durante a avaliação ginecológica, pode ser realizado o toque vaginal e análise da vagina e do colo do útero. 

Além disso, é indicada a realização do exame de colposcopia e o papanicolau, que também é conhecido como exame preventivo, pois assim é possível avaliar mais detalhadamente o colo do útero. 

Caso seja verificado durante o exame de papanicolau a presença de células anormais, pode ser solicitada a realização de uma biópsia, em que é feita a coleta de uma pequena amostra do tecido do colo do útero para ser analisada em laboratório.

Quem tem maior risco de ter câncer

O risco de câncer de colo de útero é maior em mulheres que apresentam infecção pelo HPV, possuem múltiplos parceiros sexuais, que fazem uso de anticoncepcionais orais por muito tempo ou que fumam muito. Além disso, o risco é maior em mulheres que possuem outras infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia ou gonorreia, por exemplo.

 Tratamento

O tratamento para câncer de colo do útero depende do estágio em que o tumor se encontra, se existem metástases da doença, da idade e do estado de saúde geral da mulher. As principais opções de tratamento incluem:

Conização

A conização consiste na retirada de uma pequena parte do colo do útero, em forma de cone. Embora seja uma técnica mais utilizada para fazer a biópsia e confirmar o diagnóstico de câncer, a conização também pode ser considerada uma forma de tratamento padrão em casos de HSIL, que é a lesão escamosa intraepitelial de alto grau, que ainda não é considerada câncer, mas pode vir a evoluir para câncer. 

Histerectomia

A histerectomia é o principal tipo de cirurgia indicado para o tratamento do câncer de colo de útero, que pode ser utilizada nas fases iniciais ou mais avançadas e que, normalmente, é feita de uma das seguintes formas:

  • Histerectomia total: remove apenas o útero e o colo do útero e pode ser feita através de um corte no abdome, por laparoscopia ou através do canal vaginal. Normalmente é utilizada para tratar câncer do colo de útero no estágio IA1 ou no estágio 0.
  • Histerectomia radical: além do útero e do colo do útero, também são removidos a parte superior da vagina e os tecidos próximos, que podem estar afetados pelo câncer. Em geral, esta cirurgia é recomendada para casos de câncer nos estágios IA2 e IB, sendo feita apenas por corte no abdome.

É importante lembrar que nos dois tipos de histerectomia os ovários e as trompas só são retirados se também tiverem sido afetados pelo câncer ou se apresentarem outros problemas. 

 Traquelectomia

A traquelectomia é outro tipo de cirurgia que remove apenas o colo do útero e o terço superior da vagina, deixando o corpo do útero intacto, o que permite que a mulher ainda possa engravidar depois do tratamento. Normalmente, esta cirurgia é utilizada nos casos de câncer de colo de útero detectados precocemente e que, por isso, ainda não afetou outras estruturas.

 Exenteração pélvica

A exenteração pélvica é uma cirurgia mais extensa que pode ser indicada nos casos em que o câncer volta e afeta outras regiões. Nesta cirurgia são retirados o útero, o colo do útero, os gânglios da pélvis, podendo também ser necessário retirar outros órgãos como ovários, trompas, vagina, bexiga e parte do final do intestino.

Radioterapia e quimioterapia

O tratamento com radioterapia ou quimioterapia podem ser usados tanto antes quanto depois dos tratamentos cirúrgicos, para auxiliar no combate do câncer, especialmente quando este está em estágios avançados ou quando existem metástases do tumor.

Bibliografia

  • INCA. Câncer do colo do útero. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero>. Acesso em 09 Dez 2021
  • NHS. Cervical cancer. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/cervical-cancer/symptoms/>. Acesso em 03 Dez 2020

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